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Notícias

INFORME TÉCNICO: Febre Amarela

em 30/01/2017

Informativo Febre Amarela

NOTA INFORMATIVA SOBRE FEBRE AMARELA

Devido às recorrentes notícias sobre o aumento de casos de febre amarela no país, em especial Minas Gerais, os órgãos de Saúde da Prefeitura de São Caetano do Sul informam:

 CASOS NA CIDADE:

- Não houve casos de febre amarela em São Caetano do Sul em 2017.

- Não houve casos da doença na cidade em 2016.

- Não há na cidade, até o momento, nenhum caso de suspeita de febre amarela.

 PROCURA PELA VACINA:

- Devido às notícias na imprensa, houve aumento significativo na procura pela vacina contra febre amarela no mês de Janeiro/2017. No Centro de Saúde de São Caetano do Sul, a média mensal de 2016 foi em torno de 100 doses/mês, e somente no período de 1º a 26 de Janeiro/2017 foram vacinadas 1.500 pessoas.

- No Atende Fácil é realizada a Emissão do Certificado Internacional de vacinação e aplicação da vacina contra febre amarela para pessoas com viagem internacional agendada onde há exigência da vacina. A média mensal em 2016 foi em torno de 250 doses/mês, e neste período de 1º a 26 de Janeiro/2017 foram vacinados 535 pessoas.

 LOCAIS DE VACINAÇÃO:

- Centro de Saúde “Manoel Augusto Pirajá Silva” - Rua Senador Roberto Simonsen, 282, Centro. Telefones: 4221-1088 / 4227-1383.

- Atende Fácil - Emissão do Certificado Internacional e vacinação de Febre Amarela – Rua Major Carlo Del Prete, 651, Centro. Telefone 4227-7600 / 4227-7601.

- Lembrando que a vacinação está indicada para pessoas que irão viajar para áreas de risco determinadas pelo Ministério da Saúde no mínimo dez dias antes da viagem. Importante que compareçam com caderneta de vacinação para verificação de doses administradas anteriormente, uma vez que o intervalo recomendado é de 10 anos.

 COMO A CIDADE AGE:

- O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Caetano do Sul atua da seguinte forma em casos de suspeita de febre amarela na cidade: Se um morador é hospitalizado com suspeita da doença, gera-se automaticamente uma notificação compulsória. O CCZ providencia uma “ação de bloqueio de criadouro”, enviando uma equipe que atuará no quarteirão do paciente e arredores, para busca e eliminação de criadouros do mosquito. Após esse trabalho, é realizada nebulização nos mesmos locais, com intuito de matar o mosquito adulto (possivelmente infectado). Obs.: A nebulização só acontece dentro de rigorosos critérios.


Veja aqui o parecer técnico sobre a febre amarela:

INFORME TÉCNICO

FEBRE AMARELA

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes) que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. No Brasil desde 1942 só temos FA silvestre, sendo os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes os transmissores do vírus e os macacos os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. A Febre Amarela no Brasil ocorre de forma constante em algumas regiões, principalmente na região amazônica. Fora da região amazônica, surtos da doença são registrados esporadicamente tendo sido registrado casos de Febre amarela silvestre em regiões turísticas dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul e também em áreas do Pará, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais e algumas regiões do estado de São Paulo. Geralmente locais que têm matas e rios onde o vírus e seus hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente são identificadas como áreas de risco. Os casos que estão sendo atendidos no município de São Paulo e na região do Grande ABC, são de pessoas que estiveram nas regiões de risco.

Vacinação

A vacinação contra a Febre Amarela sempre fez parte do calendário de vacinação das áreas de risco e está recomendada de forma rotineira para as pessoas a partir de 9 meses de idade que residem ou se deslocam para os municípios que compõem a área com recomendação de vacina, conforme relação em anexo. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses. As duas doses são o suficiente para proteger durante toda a vida. Uma terceira dose não vai criar nenhuma proteção adicional. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma única dose para toda a vida. O Brasil, buscando uma maior segurança, adota o esquema de duas doses. Portanto, quem recebeu duas doses, na infância ou na fase adulta, já está devidamente protegido e não precisa buscar o serviço de saúde. A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem, mas não é isenta de riscos e pode apresentar reações com certa gravidade, por isso é de extrema importância:

·         Verificar a vacinação anterior e data desta vacinação

·         Não vacinar:

o   Gestantes

o   Crianças menores de seis meses

o   Mulheres que amamentam crianças de até seis meses

o   Pacientes em tratamento de câncer

o   Pessoas com imunodeficiência

o   Indivíduos com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros que contém proteína animal bovino)

·         Somente vacinar com relatório médico com liberação para aplicação da vacina:

o   Pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação. O médico deverá avaliar o benefício desta imunização, levando em conta o risco da doença e o risco de reações à vacina

o   Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

mapa de sp vacinação febre amarela

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