Texto: Eliane Parmezani (MTb - 48.006)

Foto: Cantor Paulo Félix. Crédito: Regina Maria /PMSCS

Entre os dias 13 e 15/8, a nova Praça Cívica, no Espaço Verde Chico Mendes, em São Caetano do Sul, sediou a segunda edição do “Cultura ao Ar Livre”. Com temática voltada à música, à gastronomia e à literatura, o evento teve uma programação variada com 25 apresentações musicais e de dança ao longo dos três dias, além de workshops e intervenções literárias, e a participação de cosplays. A atividade foi organizada pela Prefeitura por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e é parte do calendário de festejos pelo aniversário de 144 anos da cidade. 

Mais de 150 artistas, entre músicos, dançarinos, escritores, produtores e técnicos, foram atendidos ao longo dos três dias de evento. O corpo das 25 apresentações musicais e de dança foi formado essencialmente por jovens talentos e por iniciantes. O som, nos mais variados estilos, do rock ao funk e rap/trap, do pop ao MPB, agradou aos frequentadores do parque, como a paulistana Luciana Ohi, que acompanhou a programação no sábado do gramado da Praça Cívica, acompanhada do marido e do filho: 

“Viemos para um passeio no parque e nos deparamos com um evento cultural. E com gastronomia, o que combina bastante. O povo está muito carente de eventos assim, contudo, com a flexibilização (dos protocolos sanitários) em várias cidades, estão ocorrendo aglomerações em muitos espaços. Por isso, demos preferência a um local a céu aberto e o Chico Mendes é bem grande, não tem aglomeração.”

Também estiveram na grade de shows a batida inigualável dos tambores japoneses do grupo Shinkyo Daiko, e a Capoeira Santa Isabel, com o Mestre Gera. Na dança, as alunas dos cursos de Dança Livre e de Dança do Ventre pelo programa Oficinas Culturais, da Secult, brilharam em sua primeira performance ao público, em formato de aula aberta. Também subiram ao palco as jovens promessas da Escola de Ballet Sandra Amaral e do Studio Giselle Danças. 

E, para celebrar o Dia das Bandas e Fanfarras (04/08), instituído pela Lei Municipal 4.506/2007, os integrantes da Banda Marcial Municipal (BAMASCS) tomaram a Praça Cívica com o seu corpo musical, corpo coreográfico e balizas. O repertório, com temas populares, teve faixas como Descobridor dos Sete Mares, de Tim Maia, com arranjo de Rafael Negrini; Canção dos Expedicionários, de Spartaco Rossi; Livin on a Prayer, de Bon Jovi, com arranjo de Paul Murtha; e Fogo e Paixão, de Wando, arranjo de Diego Boscolo. 

O evento foi um marco para muitos dos artistas como a primeira oportunidade de se apresentar em público passadas as fases mais restritivas da pandemia. É o caso de Paulo Félix, que se apresentou ao lado do filho, Marcos, com a banda Sombrazza. 

Paulo participou, em janeiro, do programa The Voice Mais, em versão para cantores a partir dos 60 anos. Ele conta que o “Cultura ao Ar Livre” foi sua primeira aparição em público depois do programa da Rede Globo: “É a minha primeira participação com esse formato: com presença de público e a céu aberto, e com essa organização. Superou muito nossas expectativas, está muito bacana, bastante acolhedor”, comentou o músico.

A culinária ficou representada pelos diversos food trucks e carrinhos gourmet dispostos no local, com iguarias à venda nos três dias de atividades culturais: “A retomada das atividades, respeitados os protocolos de segurança, é importante porque a Cultura é um setor da economia que movimenta muito dinheiro e foi o mais afetado pela pandemia da Covid-19. Este evento representa um grande passo para que a gente comece a desenvolver o nosso trabalho, a mostrar para outras cidades da região que já pode estar acontecendo alguma coisa”, afirmou o food trucker Michael Cardillo Kaneko.  

 

Literatura

No sábado (14) e domingo (15), 25 escritoras e escritores da cidade apresentaram suas obras ao público. Teve recital de poesia com Carmem Sanches e Zeca Baptista, Literatura Japonesa, com Simone Ayres, Imagem que Fala, com a ilustradora Bia Oliveira, Pergaminhos Literários, com Elenice de Souza, e pintura de tela ao vivo, com o artista plástico Bottini.

A escritora e poetisa Kátia Gomes participou pela segunda vez das ações literárias do Cultura ao Ar Livre: “É importante que as pessoas conheçam o nosso trabalho e compreendam que, em São Caetano, tem muita gente que é ligada à cultura por meio da literatura, da escrita. É como jogar uma semente para incentivar as pessoas a ler, a aguçar o interesse pela literatura. E o ato de escrever abre portas, é libertador, desvenda um pouco da gente mesma”, relatou. 

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