Foto: Eric Romero / PMSCS

Uma reunião intersetorial da Prefeitura de São Caetano do Sul e o Conescs (Conselho da Comunidade Negra), realizada na segunda-feira (7/3), na Seeduc (Secretaria de Educação), serviu para que algumas propostas retiradas da I Conferência Municipal da Comunidade Negra fossem entregues às secretarias de Educação, Saúde (Sesaud), Assistência e Inclusão Social (Seais) e Cultura (Secult), visando o fomento de políticas públicas voltadas ao segmento.

Estiveram presentes no encontro a secretária da Seeduc, Minéa Fratelli, o secretário da Seais, Thiago Mata, Christiane Laporta Minciotti (Saúde), Sandra Cassiano e Andreia Miguel Pinto (Conescs), e Michele Narciso (Cultura).

Foram entregues propostas divididas em eixos como enfrentamento ao racismo e outras formas correlatas de discriminação étnico-racial e étnico-cultural; enfrentamento a todo tipo de violência praticada por meio de invasões de territórios; enfrentamento à intolerância religiosa; e pela promoção de igualdade de oportunidades.

“O encontro foi extremamente proveitoso. Temos de englobar as políticas antirracistas e inclusivas como políticas públicas por meio da Prefeitura, com uma maior integração entre secretarias. Quanto maior for o envolvimento das pastas, melhor será a produção de políticas que zelam pelas populações menos assistidas”, resumiu Minéa Fratelli.

Quem também fez questão de enaltecer o encontro foi o secretário de Assistência e Inclusão Social. “Um troca de ideias bastante relevante, onde conseguimos extrair um direcionamento mais claro de como podemos e devemos enriquecer nossas políticas públicas voltadas, por exemplo, ao antirracismo”, acrescentou Thiago Mata.

“Fortalecer o movimento de integração entre sociedade civil e Prefeitura, com a finalidade de alcançarmos aqueles que foram historicamente excluídos, é o ponto de partida para a garantia de direitos, todos eles. Na Educação, é essencial combatermos o racismo com uma educação antirracista, comprometida com a valorização por meio do ensino e inclusão da cultura africana e afrodescendente em todas as nossas ações, da formação de professores à representatividade por meio da literatura, do material didático e das escolhas que fazemos diariamente como educadores”, finalizou Carla da Silva Francisco, diretora do Cecape (Centro de Capacitação de Profisissionais da Educação) Drª Zilda Arns.