Texto: Eliane Parmezani MTb 48.006/Secult PMSCS

Foto: Joice Trujillo e making of Exposição de Arte Contemporânea Feminina Sete Véus (crédito: Thayla Eluá)

 

A destinação de prêmios em dinheiro aos artistas aprovados nos editais da Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul pela Lei Federal de auxílio ao segmento cultural (14.017/20) está dando visibilidade à pluralidade de manifestações artísticas de São Caetano do Sul, de alta qualidade técnica e profissional. Algumas delas conversam entre si, seja por meio da temática ou do cenário.

 

SETE VÉUS

Os editais da Secult com o aporte recebido via Lei Adir Blanc têm proporcionado aos artistas contemplados a oportunidade de utilizar os espaços culturais da cidade para apresentar os seus trabalhos. 

A exposição virtual de arte contemporânea feminina “Sete Véus”, com a curadoria da artista visual e ilustradora Joice Trujillo, foi montada no Museu Histórico Municipal, administrado pela Fundação Pró-Memória, hoje fechado para visitação por conta das medidas sanitárias vigentes para conter a disseminação da Covid-19.

A exposição está tomando forma no Instagram (@exposicaoseteveus), com a disponibilização gradativa dos perfis das obras, bem como a dos relatos das artistas participantes. Um minidocumentário, apresentando as 12 artistas convidadas - Vitória Fogaça, Tatá Anastácio, Rita Branco, Renata Volcov, Paula Bartoli, Maitê Andorra, Fernanda Speda, Eliana Trujillo, Carolina Itza, Camila Calicchio, Bruna Marassato e Angelita Cardoso, e a própria Joice Trujillo - e seus respectivos trabalhos, está disponível no Youtube (Sete Véus Exposição).

A performance de dança "Nato", de Fernanda Speda, e o monólogo "A (Há) dor em revelar-se", de Rita Branco, que são parte da exposição, estreiam no dia 15 de abril, pelo mesmo canal no Youtube.

A idealizadora e curadora também participa com uma peça: “Entre A Menina dos Olhos e A Mulher Serpente”, que é apresentada no espaço junto ao texto curatorial. Joice Trujillo explica que o intuito é aproximar o público das peças expostas como se as pessoas estivessem de fato no Museu Municipal:

“A ideia é movimentar a cena cultural da cidade e valorizar o museu, para que outros artistas procurem o local não só para pesquisa de acervo, mas para sediar outras exposições”, propõe. Parte das obras será doada para o acervo da Fundação Pró-Memória.

 

HELENAS

A performance de dança “Helenas”, que estreou no Dia Internacional da Mulher pelo Youtube do artista e idealizador do projeto, Felipe Julio, é uma “homenagem-espetáculo”, cujo palco é o Museu Histórico. A atividade pode ser acessada pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=zyxNLOQZd-M.

A proposta do trabalho é a investigação da feminilidade do artista e da ancestralidade junto à dança: “um corpo masculino que dança suas memórias e afetos familiares femininos mais próximos.” Em dueto com a acordeonista Jéssica Nunes, a escolha do espaço para a performance se deu porque, nas palavras do dançarino e coreógrafo, “abarca diversas histórias, além de ser parte da história da cidade”.