Foto: Alexandre Yort

A Secretaria de Saúde de São Caetano do Sul reuniu na sexta-feira (5), no auditório do Complexo Hospitalar de Clínicas, 42 dentistas da rede para uma apresentação técnica de aplicações do laser em odontologia. A capacitação “Laser em Odontologia – uso e aplicações na Odontologia Clínica e Hospitalar” foi ministrada por especialistas e fundadoras do Instituto Sorrir para a Vida.

Em São Caetano está em fase de homologação o processo licitatório da aquisição do laser de baixa potência. É uma tecnologia menos invasiva com a finalidade de diminuir a dor e o desconforto durante e após intervenções odontológicas. Uma opção de tratamento que apresenta efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, além de estímulo à cicatrização.

“Caminhamos para mais um grande avanço nos tratamentos odontológicos da rede. Está em processo de licitação a aquisição de aparelho de laser de baixa potência, um recurso que será utilizado para tratamento de dor, inflamação, cicatrização de lesões, principalmente a pacientes que fazem quimio e radioterapia”, explicou a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone.

Para preparar a equipe, o coordenador do Centro de Especialidades Odontológicas, Carlos Eduardo Bassuto, abriu inscrições para uma capacitação fornecida por profissionais que trabalham com o laser odontológico há 20 anos. “O laser traz inúmeros benefícios ao paciente com propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e biomoduladoras. Pode ser utilizado para dores na ATM (articulação temporomandibular), paralisia facial, herpes simples, herpes zoster, afta e alveolite (inflamação pós-extração dentária). Além disso, atua como coadjuvante na desinfecção de canais radiculares, sendo muito efetivo também na     prevenção e tratamento da mucosite oral (reação inflamatória causada por quimioterapia ou radioterapia)”, explicou Bassuto. 

A capacitação foi ministrada pelas dentistas fundadoras do Instituto Sorrir para a Vida, Marisa Helena de Carvalho, habilitada em laserterapia, e Ana Clara Fagundes Pedroni, doutora em laser odontológicos e mestre em dentística pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. “Usei o laser em meu consultório pela primeira vez em 2002. Não apresenta efeitos colaterais e melhora as condições gerais do paciente. Na primeira aplicação, o paciente com mucosite (uma inflamação, muito dolorosa, na parte interna da boca e garganta que ocorre na maioria das pessoas que recebem quimioterapia) tem diminuição das dores, causada pelo efeito de analgesia, e consegue voltar a se alimentar”, explicou Marisa.

“ O laser muda o prognóstico de diversas situações clínicas, passando de tratamentos mutiladores para intervenções minimamente invasivas e assertivas. Ele mudou completamente minha perspectiva e conduta clínica em todos meus atendimentos, independente da especialidade”, finalizou Ana Clara.