Foto: Eric Romero

A Secretaria de Saúde de São Caetano do Sul reuniu nesta sexta-feira (10/6), no auditório do Complexo Hospitalar de Clínicas,  49 médicos e gestores das unidades hospitalares da cidade para a primeira discussão clínica que abordou o Protocolo de Londres e a importância do prontuário médico.

O evento, organizado pela equipe de gestão hospitalar, contou com a presença da presidente do Cremesp, Irene Abramovich, e da professora e pesquisadora do Departamento de Moléstias da USP, Ester Sabino.

“Este foi o primeiro de muitos encontros que vamos promover. É fundamental que haja essa troca de experiências e informações técnicas a todos os setores. E trazer o prontuário médico como primeiro tema contribuiu para que os profissionais entendessem a importância da documentação bem preenchida”, afirmou a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone.

Em 2018, São Caetano adotou o prontuário eletrônico e integrou todo o sistema, facilitando o acesso das equipes e unidades. “As informações claras e objetivas possibilitam atendimento, diagnóstico e tratamento mais rápidos, eficientes e econômicos, sempre que houver necessidade de re-internação, transferência de setores ou atendimento por outras especialidades”, explicou Henrique Santoro Junior, que abordou a importância do prontuário médico.

Henrique, que é gestor do arquivo médico, afirmou que arquiva diariamente, em média, 860 documentos de pacientes atendidos nos hospitais da cidade. “Uma comissão faz a revisão de 20% destes prontuários em cada unidade hospitalar. Precisamos garantir que o documento seja preenchido de forma correta, com informações necessárias e qualidade na inserção de informações.”

SEGURANÇA DO PACIENTE

A médica nefrologista Eva Leandrini, que é membro da Comissão de Segurança do Paciente, falou sobre o Protocolo de Londres, de investigação e análise de incidentes clínicos. “A morte de pessoas que sofrem eventos adversos nos hospitais está entre a 1ª e a 5ª causa de óbitos no Brasil. No mundo, são cerca de 42 milhões de eventos adversos por ano.”

As unidades hospitalares de São Caetano estão entre as 20% do País que possuem um Núcleo de Segurança do Paciente, formado por equipe multiprofissional com enfermeira, médica, fisioterapeuta e farmacêutica. “Desenvolvemos ferramentas de gerenciamento de risco, recebemos e analisamos todas as notificações de incidentes em reuniões periódicas com a equipe”, explicou Eva.

Uma das ferramentas que está sendo utilizada no Complexo Hospitalar de Clínicas desde março é um QR Code espalhado por todos os corredores dos hospitais, onde a equipe notifica de forma rápida qualquer incidente com o paciente. O projeto está em fase de expansão também para o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin e para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Julio Marcucci Sobrinho.

O diretor-clínico hospitalar e organizador do encontro, Arthur Rente, afirmou que a proposta é continuar sempre trabalhando na evolução da qualidade dos atendimentos. “Nossa gestão preza pela qualidade dos serviços prestados e, por isso, vamos continuar discutindo temas relevantes entre as equipes.”

Os debates sobre os temas abordados foram mediados pelo médico ortopedista e presidente do Comitê de Ética Médica, Nelson Ono.